Tratamento com Ibogaína

Dependência química tem cura?

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A dependência química tem cura?

A dependência química é considerada uma doença crônica, progressiva, sem cura, porém, tratável. Muitas pessoas afirmam que podem se livrar dos vícios sozinhas, mas na verdade muitas delas acabam piorando ainda mais o quadro. Por esse motivo preciso contar com a ajuda de profissionais, é a opção mais segura.

Apesar da possibilidade de tratamento, a recaída durante o período de recuperação atinge de 40 a 60% dos pacientes, o que se equipara às recidivas da diabetes e hipertensão arterial sistêmica, que ocorre em 50 a 60% dos pacientes.

Uma vez diagnosticado como dependente químico, o paciente recebe um plano de ação personalizado as suas necessidades. Assim, tanto ele como a família podem se planejar para lidar melhor com o tratamento e respeitar todas as suas fases para que o paciente possa voltar a viver livre das drogas.

Iniciando o tratamento

Para iniciar um tratamento, é fundamental entender que cada doença requer um tipo de terapia. A primeira etapa consiste em uma avaliação psiquiátrica, acompanhamento psicológico até prosseguir com as fases de reabilitação.

Caso seja interno, o paciente permanece todos os dias, 24 horas por dia no hospital especializado ou na clínica, de forma que receba cuidados intensivos para lidar com o vício. Quando externo, ele realiza suas atividades normalmente, dorme na própria residência e, nos horários estipulados, frequenta o local para se tratar.

Há ainda os casos de internação parcial, na qual se combinam tratamentos interno e externo. Ou seja, o paciente permanece a maior parte do dia sob cuidados médicos e, ao final deles, retorna para casa.

A próxima fase é a de desintoxicação- nela ocorre o processo de remoção das substâncias danosas do corpo, o que requer monitoramento constante de cada paciente a fim de evitar que haja sintomas de abstinência. Essa situação, afinal, faz com o organismo e a mente sofram sem a droga e favorece o desenvolvimento de sintomas como desconforto, tremores, ansiedade, pressão arterial aumentada, náuseas e vômitos.

Ansiolíticos e antidepressivos são os medicamentos mais utilizados para evitar a sensação de fissura causadas pelo vício. Além deles, a depender da substância usada pelo paciente, há também opções de remédios que atuam contra convulsões e interferem nos mecanismos cerebrais relacionados à euforia e ao prazer.

Após a desintoxicação, a terapia com psicólogo e psiquiatra conduz os pacientes rumo à raiz do vício e os ajuda a evitar o descontrole em situações futuras.

Pós tratamento

Depois de completamente desintoxicado e consciente da necessidade de monitoramento contínuo da dependência química, vem a fase da manutenção. Mesmo que não esteja internado, é importante que o dependente frequente grupos de ajuda e a terapia. Desse jeito, é possível se afastar das recaídas.

Nessa etapa bastante relacionada ao emocional, há controle de ansiedade e de quaisquer outros distúrbios emocionais, de modo a transformar o comportamento e fazer com que cada indivíduo entenda as origens de seu vício, combatendo todos os gatilhos que o levam às drogas.

Desse modo, o dependente químico precisa de uma fase terapêutica contínua, a qual proporcionará resultados a longo prazo. Quanto antes medidas forem tomadas para reverter o quadro, melhor, pois o vício tende a tornar-se irreversível com o passar do tempo.

 

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